quinta-feira, 9 de abril de 2009

Calo? Grito?

Calo?
Grito?
Segredo-te ao ouvido o quanto te espero?
Confidencio-te ao coração o quanto te amo?
Que faço?
Calo murmúrios de outrora,
segredo abraços ao anoitecer,
silencio beijos ao amanhecer!?
Que faço?
Diz-me!
Se calo, se grito... se sofro, se vivo?
Se guardo segredo, se espalho verdade...
Se me condeno ao silêncio... desta dor, deste amor?
É silêncio desesperado!
É dor reclamada!
Que faço?
Murmuro-te na madrugada o quanto te espero!?
Murmuro-te este sentir, já sem sentido, entre o resistir e o desistir, entre o desistir e o existir...
Peço-te,
Não dês mais de beber á dor
Não dês mais de comer á espera
Não me dês esta bebida, que não me mata a sede
Não me dês esta comida, que não me mata a fome
Dá-me amor
Dá-me cor
Peço-te!
Cala-me este silencioso grito...

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